Na próxima sexta-feira (5), às 09h, o Estado do Pará lança oficialmente a segunda etapa da campanha contra a febre aftosa, no Centro Integrado de Governo (CIG). A solenidade será retransmitida por videoconferência para os municípios de Marabá e Santarém, pelo sistema Navegapará. Esta etapa de vacinação começou na última segunda-feira (1º) e prossegue até 30 de novembro em todo o Estado do Pará, exceto nos municípios do Arquipélago do Marajó.
Os proprietários são obrigados a notificar a vacinação do rebanho à Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) até 15 de dezembro de 2010. A vacinação é o principal instrumento para combater a febre aftosa em todo o Estado, por isso é imprescindível a participação de todos os pecuaristas.
A importância da vacinação pode ser observada com a recente mudança de classificação de Alto Risco para Médio Risco no Arquipélago do Marajó e Baixo Amazonas (oeste do Estado), efetivada no último dia 5 de outubro de 2010. A medida permitiu a abertura de mercado para as duas regiões, que juntas somam cerca de 1,5 milhão de animais, espalhados por 18 mil propriedades.
Interestadual - A reclassificação das duas áreas permitiu a esse rebanho transitar livremente por todo o nordeste paraense e os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. Antes da medida, os animais precisavam ficar isolados por aproximadamente 45 dias, para serem transportados e comercializados.
A reclassificação também contribui para um ganho comercial expressivo, porque os animais da região de Alto Risco, que precisavam da quarentena antes do transporte para as regiões de Médio Risco, agora podem ser comercializados diretamente com as áreas em igualdade de condições.
Um bom exemplo dessa mudança de cenário está no preço do gado. O valor da arroba na região de Paragominas (município do nordeste paraense), uma área de Médio Risco, é de R$ 86,00, em média. Em Santarém, onde a classificação da área era de Alto Risco, a arroba estava em torno de R$ 73,50. Com a mudança de classificação esses valores poderão ser equivalentes, guardadas as condições de distância e meios de transporte.
Feiras - Os animais das duas regiões poderão ser transportados também para áreas consideradas Zonas Livres de Febre Aftosa com vacinação. Ainda será necessário atender às exigências sanitárias de quarentena e exames sorológicos, mas antes da reclassificação esse transporte era impossível. Os produtores também poderão expor seus animais nas melhores feiras agropecuárias do país.
Em 2009, quando o Pará ainda era classificado em três áreas de risco, o volume de exportação chegou a US$ 510 milhões.
A vacinação realizada em maio deste ano envolveu todo o Estado, com uma taxa de imunização próxima a 98%. Na segunda etapa, a meta é vacinar aproximadamente 18 milhões de cabeças, pertencentes a 106.435 propriedades registradas, em 129 municípios.
O Pará está perto de receber a classificação de Zona Livre de Febre Aftosa com vacinação, pois vem cumprindo todas as etapas e testes exigidos pelos órgãos de controle sanitário, do Brasil e exterior, e tem comprovado continuamente o processo de imunização do rebanho.
Ascom/Sagri e Adepará