SÃO PAULO - Fiscais do Ibama apreenderam 115 metros cúbicos de madeira cortada ilegalmente e destruíram pela terceira vez uma ponte construída por madeireiros na cidade de Pacajá, no sudoeste do Pará.
No trajeto de 50 km percorrido pela BR-422, os fiscais encontraram vias de acesso para o interior da floresta camufaldas com galhos de árvores. Os "disfarces" escondiam troncos cortados irregularmente e colocados no chão, além de um trator.
Um barraco servia como base para o pessoal que trabalhava na derrubada das árvores. No local, foram encontrados alimentos e até instrumentos de corte. Os agentes ambientais também apreenderam duas motosserras além dos 115 metros cúbidos de madeira, quantidade suficiente para encher 7 caminhões.
Uma ponte construída ilegalmente sobre o Rio Cururuí também foi algo da fiscalização do Ibama no local. O órgão já destrui a ponte duas vezes, uma delas no ano passado, porque a estrutura seria usada para ajudar na retirada de madeira da floresta. "Provavelmente, estaria sendo utilizada para tal objetivo", disse Cláudio Haydemar, chefe do Ibama.
Além de dar passagem para a retirada da madeira, a ponte não tinha licença ambiental e impedia o curso natural do rio. A estrutura foi destruída pelo Ibama com ajuda de um trator.
De acordo com o Ibama, a madeireira responsável pela construção da ponte já foi identificada e será multada por crime ambiental. O responsável pela extração ilegal também receberá uma multa.
A área em que foi feita a fiscalização é alvo de conflitos. No mês passado, por exemplo, 4 pessoas foram mortas no local.