O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) terá a geografia paraense, as falhas de tecnologias e o clima de feriadão na cidade como principais inimigos no próximo domingo. Por isso, uma estrutura grande está sendo novamente montada para evitar as mesmas falhas ocorridas no primeiro turno e garantir o voto dos 4,7 milhões de eleitores das 104 zonas eleitorais em todo o Estado.
Em coletiva realizada na tarde de ontem (28), o presidente do TRE, desembargador João Maroja disse que todos esforços estão sendo empenhados para isso. Ele cita como um dos gargalos principais justamente o processo de transmissão dos votos via satélite. Dos 385 equipamentos que fazem a transmissão via satélite contratados em todas as regiões do Pará, apenas 38% funcionaram (141 pontos) no primeiro turno, comprometendo a transmissão de Boletins de Urnas, principalmente em Chaves, Portel e Jacareacanga.
O problema comprometeu a apuração, finalizada no dia seguinte, por volta das 13h. “Nós registramos os problemas com as máquinas ao TSE e a empresa que fornece os equipamentos está se empenhando para que não ocorram mais”, garante Maroja.
Outro problema pode ser a seca nos rios da Amazônia, como no Baixo Amazonas e Ilha do Marajó. Segundo o TRE, o fenômeno deixou em alerta a logística eleitoral em 38 cidades, entre elas Monte Alegre, Santarém, Afuá, Terra Santa, Gurupá, Alenquer e Cachoeira do Piriá.
“Estamos brigando com a natureza. Em Chaves, por exemplo, existe também a pororoca permanente. Não podemos por em risco a vida de ninguém por causa disso”. Nesses casos, foi feita parceria com as Forças Armadas, empresas particulares e poder público para garantir o transporte de equipamento e de pessoal por meio de aeronaves e helicópteros. Sobre o feriadão, Maroja disse que uma preocupação é se as escolas terão funcionários de plantão para receber os servidores do TRE e para abrir as salas que funcionarão como seções eleitorais. “A gente precisa abrir as escolas para montar as seções. Se não tiver funcionários para abri-las, estamos amparados pela lei eleitoral e vamos arrombar as portas para poder fazer a eleição”.
O Hangar - Centro de Convenções, novamente, concentrará o processo de apuração. Das 11 zonas eleitorais de Belém, dez terão suas juntas apuradoras dentro do local. Apenas uma, em Icoaraci, funcionará no cartório do distrito. A previsão do TRE ainda é terminar a apuração até meia-noite, mas Maroja afirma que não é possível fazer uma previsão exata.
O presidente falou ainda sobre a segurança. “Nós conversamos com os juízes para que eles revisassem a necessidade das forças federais. Decidiu-se que 80 municípios devem receber o reforço na segurança”. No primeiro turno, 106 cidades tiveram reforço. Segundo Maroja, a fiscalização contra irregularidades será intensificada. “Nós tivemos reuniões com Polícia Militar, Exército, Polícia Federal, para coibir permanentemente qualquer crime eleitoral com rigor. A partir da madrugada de sábado, estaremos com a fiscalização nas ruas e para qualquer incidente, a polícia vai agir com rigor”.
EXÉRCITO
Com o objetivo de apoiar a Justiça Eleitoral na garantia da ordem pública durante o segundo turno, o Exército estará presente em 80 municípios do Estado do Pará, com cerca de 2.600 militares, que serão deslocados das guarnições de Belém, Marabá, Itaituba e Altamira. Desse efetivo, 650 militares serão do 2º Batalhão de Infantaria de Selva. O efetivo é o mesmo empregado no primeiro turno. (Diário do Pará)
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